domingo, 20 de dezembro de 2009

Vida

Vida.

Injusta. Feliz. Infeliz. Triste. Alegre.

Quem dita as regras dela?

O que a faz ser assim?

Porquê enfrentar tantos perigos e tantos desafios?

Passar barreiras.

Esquivar obstáculos.

Saber transpor os problemas.

Combater doenças.

Conhecer pessoas.

Esquecer outras.

Desilusões. Espanto. Admiração. Amar. Odiar.

Porquê estes sentimentos?

Viver momentos.

Sofrer julgamentos.

Chorar por juramentos.

Sair imune.

Lembrar. Esquecer. Fingir. Ignorar. Recordar.

Como evitar o abismo?

Perdoar, mas fica tudo no mesmo.

O fim.

O tão falado fim.

O destemido fim.

O terrível e único fim.

Medo. Dor. Culpa. Arrependimento. Terror.

Começam as dúvidas.

Como serão as coisas do outro lado?

Haverá outra vida?

Ou será que já se está de partida?

Sentir-se-á dor?

Ou apenas um pequeno ardor?

Talvez nem se sinta nada.

Apenas uma pequena pontada.

Como será o coração parar, e deixar de respirar?

Ver-se-á uma luz?

Terá de se caminhar para ela?

Ou será isto apenas uma conversa de janela?

Lembrar-se-á o passado?

Ou será tudo eliminado?

O céu.

O inferno.

Existem?

Ou será que apenas mentem?

Irá se estar ocupado?

Ou tudo será pecado?

Será que há tempo para pensar um bocado?

Estar-se-á apenas a divagar?

Ou será que existirá mesmo um lugar?

Não se consegue perceber.

Não se consegue entender.

Qual é afinal a sensação de morrer?

Qual é afinal o local onde se irá permanecer?

Poder-se-á ser a estrela mais brilhante?

Ou irá o sonho se desfazer num instante?

Sentirá saudade?

Ou irá suprimir como se de nada tratasse?

Irá se esquecer?

Ou irá para sempre reconhecer?

Como irá reagir?

Chorar ou rir?

E o corpo?

Guardar?

Enterrar?

Talvez cremar…

Se calhar nem se irão preocupar.

O dia em que tudo acabar,

O que se irá sentir,

O que irá acontecer,

O que há,

Ninguém sabe.

Apenas saberá quando viver

O momento em que está a morrer.

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